Informação é importante aliada na prevenção ao câncer de mama

Informação é importante aliada na prevenção ao câncer de mama

No Brasil, o câncer de mama é o segundo tipo de câncer que mais mata entre as mulheres, perdendo apenas para o de pele não melanoma, segundo o Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que se essa tendência continuar, a incidência da doença no continente americano pode crescer 46% até 2030. Para reduzir essa estatística, cuidados como prevenção e visitas regulares ao médico, são fatores essenciais na saúde da mulher. “O diagnóstico precoce é fundamental para o aumento das chances de cura já que estes estão diretamente relacionados ao estágio da doença ao diagnóstico”, afirma a oncologista Bruna Pegoretti, diretora de Medical Intelligence da Evidências – Kantar Health.

Informação como aliada

Ter informação sobre cuidado e prevenção do câncer é um importante aliado da mulher para entender e enfrentar esse problema. Além disso, ajuda a desmistificar o preconceito que a doença traz e aliviar seu impacto psicológico e físico. “O choque do diagnóstico é brutal e toda mulher que passa por este diagnóstico sofrerá um processo de luto em algum momento no decorrer do tratamento ou mesmo após o seu término”, observa Pegoretti. “É muito frequente no consultório observar que as mulheres ‘seguram a peteca’ durante o processo do diagnóstico e do tratamento quimioterápico inicial e às vezes só depois de algum tempo vêm a desenvolver um quadro depressivo. É como se ela segurasse a própria barra e a dos familiares durante o período agudo de tratamento e quando se vê fora de perigo se desse ‘ao luxo’ de baixar a guarda”.

Daí a importância de acompanhar essas pacientes de perto, estar atento ao menor sinal de um quadro depressivo e interferir precocemente para suavizar sofrimentos. “Quase 100% das mulheres ao serem informadas que o cabelo irá cair (felizmente isso não ocorre com todos os tratamentos quimioterápicos) têm uma atitude positiva e dizem que estão mais preocupadas com a saúde - é como se ela não sentisse o direito de sofrer por questões estéticas frente a um diagnóstico grave, mas a verdade é que o cabelo é um aspecto muito importante na vida das mulheres e nestes casos os profissionais devem tomar uma atitude de reforço positivo, mostrando às pacientes que estas têm todo o direito de sofrer por estas questões também, mas que, apesar de estigmatizantes, são temporárias”. Inclusive, existem atualmente algumas toucas chamadas cold cap (toucas geladas) que resfriam o couro cabeludo e se utilizadas durante a quimioterapia, ajudam consideravelmente o risco da queda dos cabelos.

Campanha

A campanha Outubro Rosa surgiu pela primeira vez na Corrida pela Cura, realizada em Nova York (EUA) nos anos 1990 e desde então, ganha âmbito mundial, tendo diversos monumentos ganhando a cor rosa associada à luta e cura da doença. “O Outubro Rosa alavancou a busca por informação, e isso é muito bacana” ressalta Pegoretti.

Porém, muitas campanhas divulgadas durante o Outubro Rosa focam principalmente no autoexame, apesar da abundância de evidências científicas sugerindo que este procedimento não é eficaz para a detecção e não contribui para reduzir a mortalidade por câncer de mama. “Já surgiram estudos há alguns anos que compravam que o autoexame na verdade não é efetivo, sendo a mamografia o exame que realmente irá auxiliar na detecção do diagnóstico precoce”, alerta Pegoretti.

A Evidências – Kantar Health está produzindo uma série de reportagens que serão publicadas no decorrer do mês abordando assuntos relacionados ao Outubro Rosa, desde a prevenção até desafios e tabus sobre a doença do câncer de mama. As matérias foram produzidas em parceria com o Kantar Insight – site voltado a divulgar notícias sobre as várias áreas de atuação da empresa para o público em geral e para a imprensa em especial - e com a participação dos médicos especialistas da Evidências – Kantar Health. Além disso, aqui no blog da Evidências também está disponível uma entrevista exclusiva com a oncologista Bruna Pegoretti. Para saber mais, clique aqui.

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